CALÇADOS X SAÚDE (ENTRE ALTOS E BAIXOS)

O uso do sapato com salto alto e pontiagudo deixa as mulheres mais elegantes, mas o seu uso excessivo pode causar varizes, vasinhos da pele e dores nas pernas, que aparecem decorrentes do seu uso excessivo no dia-a-dia. Na planta do pé há um tecido semelhante a uma esponja, que é comprimido ao caminhar, no movimento de flexão e extensão que auxilia a volta do sangue ao coração. As mulheres, ao usarem salto muito alto, acabam mudando a conformação dos pés, e essa dinâmica. Isso dificulta na força do retorno do sangue que fica diminuído, podendo causar varizes.

O ideal seria alternar o uso de salto alto com saltos mais baixos, e às vezes até o uso de tênis da ginástica. Devem-se usar sapatos baixos e saltos no máximo de 3 a 4 centímetros de altura. Além disso, o salto alto causa um aumento da curva da lordose, que por si pode dar dores na coluna.

Os calçados podem trazer problemas para a saúde das articulações, ossos e coluna da população. Os principais sintomas da má escolha do calçado incluem dores nos pés, na coluna lombar, joanetes, torções nas articulações do tornozelo, joelho, fraturas de ossos do pé e do fêmur, além de outros males menores como calosidades, tendinite (inflamação de tendões) e deformidades nos dedos. Sob o ponto de vista anatômico, os joelhos de homens e mulheres não apresentam diferenças.

Mas as mulheres têm quatro vezes mais freqüente a incidência de osteoartrose nos pés, em qualquer idade, mais que ficam duas vezes mais comuns a partir dos 65 anos. Estima-se que mais de 3% da população mundial com idade acima de 55 anos, sofre de dores fortes em conseqüência da osteoartrose do joelho. As mulheres já têm uma tendência natural a ter joelhos valgos (voltados para dentro, em forma de X); o que contribuem para a inclinação da patela ou da rótula, um pequeno osso em forma de pirâmide que se articula com o fêmur e protege a articulação do joelho.

Essa tendência natural e normal se estiver associado ao uso de saltos altos, por muitas horas por dia, favorece o desgaste da patela. Se a mulher usar saltos altos e finos por muitas horas por dia, as conseqüências são piores. A mulher passa a andar com os joelhos flexionados e se equilibrando, o que exige mais esforço tanto da patela como do fêmur, forçando um desgaste de articulações e ligamentos.

Entre os melhores recursos para a prevenção está em optar pelos calçados do tipo Anabela, que são mais baixos (com cerca de quatro centímetros); por isso exige um equilíbrio melhor distribuído ao andar. O resultado estético do salto alto realça a curva da lombar, chamado de lordose. Saltos altos contraem a musculatura de pernas e coluna, é por isso que, quando as mulheres tiram esses sapatos tem câimbras. Isso pode ser evitado com alongamento periódico dos músculos da coxa e da Panturrilha (ou barriga da perna).

Quanto mais altos e finos forem os saltos, mais danos causarão a coluna, joelhos e os pés. Como não existe sapato ideal, uma boa saída é optar pelos sapatos que tem plataformas moles, que permitem os pés dobrarem quando se dá o passo. Os sapatos com saltos e bicos quadrados proporcionam mais estabilidade, conforto e boa estabilidade da postura evitando as torções de joelho, tornozelo e da coluna.

O USO DO TENIS

As lojas oferecem uma infinidade de tipos para corrida e caminhada, cada um com um sistema de amortecimento mais inovador do que o outro. Mas será que toda essa tecnologia faz mesmo tanta diferença na hora do exercício?
Os especialistas são unânimes na resposta: o mais caro não é necessariamente o melhor. O fator mais fundamental de todos é que o tênis seja confortável. Na hora de experimentar, calce os dois pés, porque pode haver diferenças entre eles. O tênis tem que ser específico para a atividade física em questão. Vá a uma boa loja e dê ao vendedor o máximo de informações sobre o tipo de exercício que você pratica ou pretende praticar para que ele possa ajudá-lo a achar o tênis mais indicado.
O seu tipo de pisada — neutro, pronador (para dentro), ou supinador (para fora) — também conta na hora da escolha. Para saber qual é ele, faça o teste, disponível em consultórios médicos ou nas boas lojas especializadas. Se isso não for possível, leve o seu tênis usado na hora da compra para que o vendedor possa avaliar o tipo de desgaste da sola e descobrir qual é o seu jeito de pisar.

NA HORA DA COMPRA

Além do conforto, considere estes detalhes antes de levar seu tênis para as ruas, os parques e as academias: calcanhar, a parte de trás não pode ser muito alta. Isso gera instabilidade na pisada e é capaz até de provocar um entorse. Além disso, a região próxima dos dedos fica sobrecarregada, sobretudo na caminhada, quando se apóia completamente o pé no chão. Verifique o peso ideal do tênis, prazo de validade e meias.

 

 

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