HÉRNIA DE DISCO

A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna.

Como isso acontece?

A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais , estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.

Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, a extrusão de massa discal que se projeta para o canal medular através de uma ruptura da parede do anel fibroso. O problema é mais freqüente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.

Tratamento

Na maioria dos casos, uma hérnia de disco (com ou sem ciática) responderá ao tratamento conservador. Isto pode incluir:

- Repouso na cama (geralmente não mais que um dia ou dois),

- Compressas de água morna,

- Medicamentos como os antiinflamatórios não esteroidais (AINES) e relaxantes musculares. Alguns médicos prescrevem corticosteróides orais, embora os benefícios deste tratamento sejam questionáveis.

- Quando estas medidas conservadoras não funcionam, injeções de corticóide epidurais (na coluna) podem ser úteis. Isto envolve a injeção cuidadosa de um corticóide no espaço em torno da espinha dorsal e dos nervos sob pressão.

Se já houve perda do controle dos intestinos ou da bexiga ou se houver evidência de lesão progressiva de um nervo, um tratamento mais agressivo pode ser necessário, incluindo a cirurgia. Na maioria dos casos, isto significa remover o disco, envolvendo a realização de uma grande cirurgia. Entretanto, mais recentemente, uma cirurgia menos invasiva tem sido feita na qual a hérnia de disco é corrigida por uma “sonda” inserida por uma incisão minúscula. A cirurgia também pode ser recomendada para pessoas que têm dores persistentes e incapacitantes que não respondem a pelo menos seis a oito semanas de tratamento conservador.

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